Presente

Atualizado: Jun 18


Franciele Oliveira


O tempo ensina, me disseram. Depois de algum tempo refletindo, tenho que concordar com essa afirmação. O tempo é uma grandeza física, mas também humana. Ele é relativo e na nossa vida há tempos que quase para, principalmente nos momentos difíceis. Há tempos que voa, como na juventude. Em momentos como este, de pandemia, podemos observar as temporalidades que episódios com esses são percebidos e vividos. Durante a Idade Média européia, a peste bubônica matou cerca de 1/3 das populações atingidas. Mas quanto tempo isso demorou para se espalhar, perceber e passar? Com certeza muito mais que os poucos meses em que o COVID-19 viajou para todo o mundo e iniciaram as medidas de contenção. Nosso tempo voa, é uma incostante acelerada. O tempo nos é precioso, ele determina o começo e o fim, e ensina para os que estão dispostos a observa-lo.


Quando disse que concordava que o tempo ensina, me vinha a memória a fala de Daniel Munduruku em uma de suas falas no Instagram do Instituto de Leitura Quindim. Ele cita o bem viver indígena, onde tempo não é linear. Em que o tempo precisa ser vivido como processo e presente. É preciso ser presente. E aprender com o tempo.


Nesse momento que o Instituto de Leitura Quindim abre mais um canal para pensarmos juntos e aprendermos mais enquanto sociedade e coletividade. A leitura amplia nosso mundo, nos apresenta diferentes cosmovisões como a dos Mundurukus. Ela nos leva em uma viagem atemporal em que o mundo é o nosso e não é. Assim como a História e as estórias, ela nos mostra que a nossa realidade não é a única possível e é aí que reside a esperança e utopia. Utopia de pensar algo melhor para nossa sociedade e buscar isso. No blog recém saído do forno, iremos te apresentar a obras da literatura nacional e internacional, reflexões pertinentes a área da educação, cultura, leitura, literatura, infância, bibliotecas e tantas outras que dialogam. Nossa utopia é de um país mais justo e democrático. Somos um átomo nesse grande universo, mas da nossa união podem nascer sistemas inimagináveis.


É tempo de se reinventar e repensar nossas concepções. O mundo não será o mesmo depois do pesado processo histórico que vivemos, assim como não foi para os povos originários da América com o desembarque de brancos em terra. Esse tempo já foi. Nessa nova postura que teremos que adotar te convidamos a pensar sobre Ser Presente. Ser no estar e no viver. Presentear a si mesmo e aos outros com a melhor versão de ser. Ser humano.




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