Obras da Residência Literária Favelofágica 2021 chegam ao Instituto Quindim


O Instituto de Leitura Quindim (ILQ) recebeu exemplares dos livros “Carniça”, de Rafael Simeão, “Tudo o que prometi ser”, de Daniel Brazil, ambos frutos da Residência Literária Favelofágica 2021, ação do projeto Cultura em Manguinhos. A residência é realizada pelo Ecomuseu de Manguinhos/REDECCAP e gestão cultural da SPCOC/FIOCRUZ. O documentário Alta Literatura Popular Brasileiro, criado para mostrar o processo de criação das quatro obras que nasceram do projeto, conta com a leitura de trechos por parte de nomes da literatura nacional. Uma dessas leituras foi feita pelo presidente do Instituto Quindim, o escritor Volnei Canônica. No vídeo, que pode ser visto logo abaixo, Canônica leu um trecho da obra de Daniel Brazil.



Assista ao documentário Alta Literatura Popular Brasileira, incluindo as demais leituras dos convidados:



Para o presidente do ILQ, o projeto apresenta talentosos escritores que residem nas periferias e que muitas vezes não têm a chance de que seus trabalhos cheguem ao grande público. “Essa residência literária é fundamental para apresentar à sociedade artistas que, muitas vezes, são silenciados por um mercado editorial conservador e que não abre espaço para a potência artística que acontece na periferia. Foi uma alegria imensa e um processo de aprendizagem incrível participar da leitura de uma dessas obras", afirma.


Sobre o projeto


A Residência Literária Favelofágica é um movimento de produção literária que pretende estimular o surgimento de novos autores e, dessa maneira, contribuir para o fortalecimento de uma literatura que desenvolva estética e tematicamente a experiência humana como fenômeno social. O trabalho tem por característica a combinação dialética entre a formação de criadores literários e a editoração dos mesmos. O objetivo também é formar e ampliar as residências artísticas para a investigação sobre o cânone literário e, com isso, produzir mais literatura conectada com as grandes questões sociais.


Essas frentes de atuação (a produção editorial, a residência artística, a pesquisa e o método de formação de autores) estão ligadas e se destinam para um fim comum: provocar sobre a ‘coisificação’ do homem e a objetificação das relações sociais dentro dos marcos da literatura e nisso imprimir uma poética possível dos debaixo, dos alijados do poder. Mais do que novos leitores, o projeto pensa em novos autores que sejam capazes de trazer à tona narrativas e pontos de vista outrora invisibilizados. Segundo os organizadores, é a promoção de uma tradição literária. Essa literatura é um universo vasto, ao passo que hoje é pouco explorado. Essa literatura é um universo com óbvia potência de expansão.



LEIA TAMBÉM

ILQ saúde os 60 anos da Academia Caxiense de Letras

Instituto Quindim é um dos apoiadores do FLIK - Festival do Livro Infantil

Projeto "Quantas portas cabem numa porta?" tem apoio do ILQ