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SETEMBRO AMARELO: falar sobre prevenção ao suicídio não se limita ao mês


Setembro está acabando, mas uma importante pauta levantada e debatida durante todo o mês precisa ser continuada. Desde 2014, a campanha “Setembro Amarelo”, que tem apoio do Instituto de Leitura Quindim, ganha cada vez mais importância. Criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a campanha visa a prevenção contra o suicídio no Brasil.


O dia 10 de setembro é destinado ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, porém, a iniciativa não se limita a data, já que, durante os 30 dias do mês, dezenas de conteúdos são produzidos e divulgados a fim de conscientizar a população sobre uma questão que pode estar dentro dos lares e é silenciosa. A ABP destaca que o tema deve ser tratado com clareza e diálogo.


No Brasil, de acordo com a Associação, ​são cerca de 13 mil suicídios por ano. A pesquisa Anuário Brasileiro da Segurança Pública, divulgada em julho de 2021, destaca que, só no ano passado, foram registrados 12.895 casos de suicídio. No mundo todo, os números chegam a 1 milhão. Estudos divulgados pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostram que 17% dos brasileiros já pensaram em dar fim à própria vida. São 4,8% que até mesmo chegaram a elaborar um plano com essa finalidade.


Dois dos principais motivos que levam uma pessoa ao suicídio são a depressão e a ansiedade. Em 2020, em plena pandemia da Covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que o Brasil tinha mais de 12 milhões de casos de depressão, ocupando a primeira colocação entre países do continente latino-americano. A OMS também mostrou que o suicídio se tornou um problema de saúde pública no país, onde os casos entre jovens têm crescido exponencialmente. De acordo com a entidade, essa já é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.


Entretanto, mesmo que os números sejam alarmantes e causem preocupação, existem redes de apoio àqueles que precisam de ajuda. O Centro de Valorização da Vida, o CVV, é uma delas. Atuante no Brasil desde 1962, o projeto é um centro de apoio emocional e na prevenção do suícidio. Os atendimentos são feitos via telefone, pelo número 188, sem custo algum. O CVV é um dos membros fundadores da Associação Internacional para Prevenção do Suícidio (AIPS) e Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suícidio (Abeps).


Atualmente, são cerca de quatro mil voluntários que atuam de forma gratuita, 24 horas por dia, todos os dias do ano. O espaço busca atender as pessoas que precisam conversar sobre sentimentos, dores, tristezas, incertezas e dificuldades da vida. Vale lembrar que todo o atendimento é feito de forma sigilosa. O CVV também destaca que o objetivo do voluntariado é ouvir aquele que liga com profundo respeito, aceitação, confiança e compreensão, valorizando a vida e, consequentemente, prevenindo o suicídio.


A ABP disponibiliza, em seu site, diversas cartilhas e conteúdos sobre a prevenção ao suícidio, bem como materiais para que familiares consigam identificar casos de depressão/ansiedade em crianças e adolescentes. Acesse o material AQUI. O CVV também disponibiliza informações sobre prevenção, além de instruções de como acessar os serviços e outras formas de procurar ajuda. Confira AQUI.


Mesmo que o #SetembroAmarelo esteja acabando, o falar sobre suicídio não precisa acabar junto. É uma conversa necessária o ano todo, ou seja, falar sempre é a melhor opção. O Instituto de Leitura Quindim conta com os profissionais psicólogos Graziela Canônica e Leonardo Buziki em seu corpo de voluntários.



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